Conheça projeto que aproxima cegos da literatura
“Depois que deixei de enxergar, meu amor pelas palavras aumentou”. Noeme Rocha, 57 anos, é apaixonada pelas letras e, mesmo depois de perder a visão, em 1990, num acidente de trânsito, não abandonou a ligação com a literatura. Hoje, após superar barreiras impostas pela deficiência visual, Noeme enaltece o braile, sistema de leitura que a fez redescobrir o amor pela escrita. “O cego é o único que pode tocar as palavras. A gente pode senti-las. É uma emoção tão grande que do dedo ela vai pro coração e pra mente”. Comemorado em todo o Brasil neste domingo, o dia do sistema braile homenageia o método criada em 1825 pelo francês Louis Braille. O instrumento de leitura chegou por meio do carioca José Álvares de Azevedo, que, a partir do ano de 1850, difundiu o método. Noeme conta que desde pequena era ligada às palavras. “Eu sempre gostei de literatura, desde a minha infância. Minha mãe lia para mim, e eu gostava demais das figuras coloridas”, conta. A relação com o pai, que era repentista, também despertou em Noeme a simpatia pelas palavras. “Ficou um pouco dessa veia artística na minha alma”, conta. Influenciada pelo trabalho do patriarca, ela descobriu na poesia uma paixão. Com a perda da visão, Noeme teve de se reinventar: reaprendeu uma série de atividades que desenvolvia com facilidade antes, entre elas, ler e escrever. “O braile ficou sendo meu amigo inseparável”, confessa Noeme. Hoje, a poesia continua presente na vida dela, mas as inspirações para escrever são diferentes. Além de produzir versos e rimas sobre temas do cotidiano, ela lembra que gosta de expressar seu amor pelo braile por meio das próprias obras. Na poesia Agradecimento a Louis Braille, as linhas mostram uma autora agradecida às oportunidades trazidas pela ferramenta. A biblioteca de Noeme Noeme Rocha é uma das fundadoras da biblioteca em braile Dorina Nowill, em Taguatinga. A instituição existe há 23 anos e reúne cerca de 3 mil publicações no acervo. No estabelecimento, estão disponíveis livros em braile e audiolivros. Além disso, a biblioteca conta com diversas atividades e oficinas para deficientes visuais. Um dos projetos do local é o Luz & Autor em Braile, desenvolvido desde a fundação da casa. Iniciativa da professora Dinorá Couto, também fundadora da biblioteca, o projeto incentiva o contato entre pessoas com deficiência visual ou baixa visão e a produção de textos literários. “A pessoa que se envolve com leitura tem uma vida melhor. Ela viaja sem sair do lugar”, afirma Dinorá. No projeto, os deficientes visuais são convidados a escrever contos, poesias, poemas e crônicas. Desse trabalho surgiram frutos: o livro Revelando autores em braile, lançado em 2010, conta com 800 textos de pessoas que não enxergam ou têm baixa visão. O sucesso do Luz & Autor em Braile foi tanto que deu origem à primeira Academia Inclusiva de Autores do país. “Eu nunca pensei que esse trabalho teria uma abrangência tão grande”, conta Dinorá. Ela explica que o projeto, que conta com 222 membros, consiste no apadrinhamento de uma pessoa que enxerga com um cego. Esses padrinhos são, em sua maioria, autores de livros que procuram o projeto para achar meios de tornar as obras acessíveis. Felizes, Dinorá e Noeme comemoram o sucesso das atividades desenvolvidas com os membros e frequentadores da biblioteca, carinhosamente apelidados de Família Braille.“O cego está tendo um acesso muito bom à literatura. Nós só precisamos da oportunidade, da força, do empurrão”, afirma Noeme. Fonte: Correio Braziliense, Rebeca Borges (Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader)
Fliminas homenageia Fernando Sabino
A Festa Literária de Minas Gerais (FliMinas), edição 2018, terá como homenageado Fernando Sabino. A escolha foi definida pela Associação Cavaleiros da Cultura (ACC) após reunião com a equipe organizadora do evento e contato com a família do autor. Além de um dos mais importantes escritores mineiros do século XX, Fernando Sabido foi contista, jornalista, cineasta, esportista. Lançou seu primeiro livro “Os grilos não cantam mais” ainda jovem. Formou com Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos um grupo literário que discutia literatura e fazia passeios boêmios pelas noites de Belo Horizonte, sua cidade natal, que inspirou a considerada obra mais famosa “O Encontro Marcado”, publicada em 1956. Além desta, “O Grande Mentecapto” (1979), também é alvo de estudos. A história de Geraldo Viramundo, considerado um “Dom Quixote à mineira”, lhe rendeu um Prêmio Jabuti. Sabino nos deixou um vasto e rico acervo literário, carregado de traços do modernismo, atribuído principalmente à convivência com Mário de Andrade, com quem teve grande amizade. Traz a marca de um humor refinado imbricado de reflexões existenciais profundas. Fernando Sabino faleceu no Rio de Janeiro, em 2004. Para seu epitáfio, o autor deixou a seguinte frase: “Aqui jaz Fernando Sabino, nasceu homem, morreu menino“. A quinta edição da FliMinas acontece entre os dias 5 e 9 de setembro, na cidade de Rio Novo (MG). Para saber mais, acesse este endereço.
Universidade Federal Fluminense realiza V Seminário de Estudos da Informação
A ciência da informação e a organização da informação e do conhecimento têm na avaliação, tratamento e recuperação de acervos suas atividades básicas, meios para viabilizar a criação de recursos informacionais úteis para a pesquisa, educação e cultura, conforme cada vez mais são os requisitos da assim chamada “sociedade do conhecimento”. O “V Seminário de Estudos da Informação: Produção, tratamento, disseminação e uso de recursos informacionais heterogêneos : Diálogos interdisciplinares” propõe contribuir para a construção desses espaços, onde será possível reunir a comunidade científica em torno de discussões, que possam apontar similaridades e especificidades, dos processos teóricos e metodológicos que interligam os acervos de unidades de informação como arquivos, bibliotecas e museus. Considera-se, assim, fundamental possibilitar um locus de discussão onde o diálogo interdisciplinar tem seu assento. O “V Seminário de Estudos da Informação” apoia-se em três eixos temáticos que viabilizarão a elaboração das mesas, assim como a apresentação de trabalhos de pesquisa: Aquisição, seleção e avaliação de acervos Produção, organização e descrição de acervos Recuperação e acesso A conferência de abertura fica a cargo de Hagar Espanha Gomes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Carlos Guardado da Silva, da Universidade de Lisboa, na manhã do dia 14 de junho. Já no dia 15, o evento inicia com o tema “Representação, Recuperação e Acesso em ambientes heterogêneos”, com a participação de Gercina Ângela de Lima, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Nair Yumiko Kobashi, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Renato Rocha Souza, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e moderação de Lucia Maria Velloso de Oliveira, da UFF. No horário da tarde do mesmo dia, a temática será “Controle terminológico e interoperabilidade semântica, que contará com a participação de Maurício de Almeida, da UFMG, Mariângela Spotti Lopes Fujita, da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP Marília), Renato Tarcísio Barbosa de Sousa, da Universidade de Brasília (UnB), e moderação de Joice Cleide Cardoso Ennes de Souza da UFF. Também estão previstos debates e apresentação de trabalhos. Para saber mais, acesse este endereço. O público alvo é formado por pesquisadores e estudantes que atuam no campo informacional sendo na construção teórica do campo, nas atividades de ensino e profissionais. O evento acontece no Auditório do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), localizado à Avenida Gal. Milton Tavares de Souza, no bairro São Domingos, em Niterói (RJ).
“Se você não ler, como quer fazer seu filho ler?”, diz dono da Livraria Cultura
Presidente do Conselho de Administração da Livraria Cultura, Pedro Herz lançou recentemente seu livro de memórias “O Livreiro”, em que conta como uma das maiores redes de livrarias do Brasil nasceu de uma biblioteca de 10 livros em alemão. Eva Herz (1911-2001), mãe de Pedro, imigrante judia alemã radicada no Brasil, começou uma biblioteca circulante para atender à comunidade de expatriados em São Paulo e expandiu o negócio até abrir uma livraria em 1947. Herz, que assumiu a empresa na sequência da mãe, esteve em Porto Alegre para sessão de autógrafos conversou com ZH sobre o mercado atual, recentes aquisições da Cultura (como a Fnac e a Estante Virtual) e o que considera o grande problema de qualquer livraria no Brasil: o descompasso na formação de novos leitores. Com mais de meio século de atuação como livreiro, como o senhor vê o panorama atual? Qual a principal mudança? Acho que a mudança que existe hoje não é apenas no mercado do livro. O livro é um produto de varejo e é o varejo que está passando por grandes mudanças sem que o caminho seja muito claramente sinalizado. Ninguém sabe direito para onde vai. Quando você fala do varejo, esbarra também no modelo dos shopping centers, você vê a grande quantidade de lojas, de quaisquer produtos, vazias. Este é o problema: o consumidor está mudando de hábitos. Especificamente no livro, não há formação de novos leitores, e leitor se forma em casa. A familiarização do livro com a criança é em casa. A escola pode ajudar, mas é em casa que isso se define. E os casais estão tendo menos filhos. Com mais de meio século de atuação como livreiro, como o senhor vê o panorama atual? Qual a principal mudança? Acho que a mudança que existe hoje não é apenas no mercado do livro. O livro é um produto de varejo e é o varejo que está passando por grandes mudanças sem que o caminho seja muito claramente sinalizado. Ninguém sabe direito para onde vai. Quando você fala do varejo, esbarra também no modelo dos shopping centers, você vê a grande quantidade de lojas, de quaisquer produtos, vazias. Este é o problema: o consumidor está mudando de hábitos. Especificamente no livro, não há formação de novos leitores, e leitor se forma em casa. A familiarização do livro com a criança é em casa. A escola pode ajudar, mas é em casa que isso se define. E os casais estão tendo menos filhos. Qual seria uma receita sua para fazer um leitor? Eu digo: se você não ler, como quer fazer seu filho ler? Essa é a frase que deveríamos repetir para todos os pais. Se eles não dão o exemplo de ficarem confortavelmente sentados, em silêncio, porque ler é, na maioria das vezes, uma atividade solitária, se ele não consegue fazer isso, não vai convencer seus filhos de que aquilo é importante. Leia a entrevista completa de Pedro Herz à Gaúcha ZH. Fonte: Gaúcha ZH
IV Encontro Paranaense de Bibliotecários será em maio
O “IV Encontro Paranaense de Bibliotecários” é um resgaste das antigas atividades de biblioteconomia no Paraná. A atual edição, que acontece na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UFPG), na cidade de Ponta Grossa (PR), tem como finalidade reunir profissionais, professores, alunos e pesquisadores da biblioteconomia e áreas afins para discutir os mais variados temas de pesquisa e das práticas profissionais no Brasil. Peter Burke fará a abertura do evento, com a palestra “The idea of the library: The last 500 years” Além disso, servirá para a troca de experiências de pesquisa, ensino, extensão e prática profissional, retomando e debatendo os mais variados perfis da Biblioteconomia. Na programação há palestras, visita técnica, workshops, apresentação de artigos e muito mais. Acompanhe: Programação 08 de maio 18h: Credenciamento e entrega do material 19h: Palestra de abertura com Dr. Peter Burke: The Idea of the Library: The last 500 years 09 de maio 8h: Credenciamento e entrega do material 8h15: Palestra: “A Biblioteca Universitária como Âmbito da Educação Social e da Pedagogia Social” com Érico Ribas Machado e Maria Lúcia Madruga (diretora da BICEN) 9h15: Coffee Break 9h30: Palestra “Biblioteca Prisional: promovendo cidadania, oportunizando a inclusão e atuando como laboratório na remição de pena” com Catia Rejane Lindemann 10h30: Palestra “Enfoque de gênero em unidade de informação e na pratica da/o profissional bibliotecário/a” com Carlos Wellington Martins 13h: Palestra “Administrando potencialidades e gerando resultados” com Helena Elaine Völz Bier 14h: Visita técnica no projeto “Hospital de Livros” na penitenciaria de Ponta Grossa com Rauli Gross Junior 10 de maio 8h30: Palestra com Henrique Oliveira da Silva: Recursos Educacionais Abertos: Uma proposta de democratização do conhecimento. 9h30: Coffee Break 9h45: Fala dos patrocinadotes 10h30: Palestra “Bibliotecários entre a inovação e os leitores” com Ursula Blattmann 13h30 às 17h: Apresentação de Trabalhos Científicos 14h: Workshop sobre a Lei Rouanet com Paola Oliveira do Nascimento 19h: Palestra “Cultura de Paz, Direitos Humanos e desenvolvimento Sustentável em Bibliotecas” com Nei Alberto Salles Filho 11 de maio Manhã: Visita ao Parque Estadual de Vila Velha, Buraco do Padre, Mosteiro de Ressurreição A inscrição custa R$ 25,00 para acadêmicos e R$ 50,00 para profissionais. Confira todas as informações sobre inscrições neste endereço.
Governo do Rio abre mais duas bibliotecas parque
Fechadas em 2016, em meio à crise financeira do estado do Rio de Janeiro, as bibliotecas parque começaram a ser reabertas em 19 de fevereiro. A unidade da Rocinha foi reinaugurada, e o governo anunciou que, até o início de maio, mais duas devem voltar a funcionar. A unidade do centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas, deve voltar a receber usuários até o início de maio. Ainda não há previsão para a reabertura da Biblioteca Parque do Complexo do Alemão, e a unidade de Niterói foi municipalizada em 2017 para continuar recebendo frequentadores. O investimento para manter as bibliotecas parques funcionando será de R$ 1,7 milhão por mês. De acordo com o secretário, os recursos ficaram disponíveis com o aumento da arrecadação estadual neste ano. Inicialmente, 30 servidores que estavam lotados na sede da Secretaria Estadual de Cultura foram deslocados para atender ao público entre 8h e 17h. Por meio de uma licitação, o governo contratará uma empresa privada para gerir esse serviço, permitindo o retorno dos servidores a seus locais de origem. O processo deve durar no máximo 30 dias, segundo Monteiro, e atenderá a todas as unidades da rede estadual. A reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha foi marcada por críticas do secretário e do governador, Luiz Fernando Pezão, à prefeitura do Rio. Em outubro, após a série de confrontos que levou a uma operação integrada das polícias estaduais com as Forças Armadas, o prefeito Marcelo Crivella chegou a anunciar que assumiria a biblioteca. Pezão afirmou que colocou a unidade à disposição da prefeitura, mas nada foi feito. “Me pediram, e eu entreguei. Daquilo que entregamos, até hoje, demorou seis meses, e ninguém fez nada. Então, nós vamos fazer”, disse o governador. Inaugurada em 2012, a Biblioteca Parque da Rocinha já fez 14 mil empréstimos de livros e emitiu 5 mil carteirinhas de usuários. Até ser fechada, em 2016, 145 mil visitantes passaram por seus cinco pavimentos, construídos na Estrada da Gávea, no interior da favela. De acordo com informações disponibilizadas pela Secretaria Estadual da Cultura, as bibliotecas parque do Rio são inspiradas em modelo criado em Medellín e Bogotá, na Colômbia. São “espaços criados em áreas de risco para oferecer aos usuários acesso imediato e fácil à informação”. A atuação inclui “ambiente de convivência e convergência na comunidade, contribuindo para a diminuição da violência e para a inclusão social”. Leia a matéria completa, com edição de Davi Oliveira, aqui. Fonte: EBC Agência Brasil
Biblioteca construída em terreno do Carandiru está entre as melhores do mundo
Na próxima terça-feira, 10 de abril, vai ser anunciado o resultado do prêmio para a melhor biblioteca do mundo. O certame, promovido pela London Book Fair (Feira do Livro de Londres), em parceria com a associação de editores do Reino Unido escolherá entre quatro bibliotecas no mundo. Uma delas é brasileira. A Biblioteca São Paulo (BSP) é uma das finalistas. O projeto foi criado com o objetivo de se tornar modelo de equipamento público e oferece uma estrutura que apresenta um ambicioso design de acessibilidade e mídias complementares. São quatro mil metros quadrados onde acontecem as mais diversas atividades culturais, esportivas e de lazer. Quem assina o espaço é o escritório DM/AM Arquitetura e o terreno escolhido para a implantação não poderia ser dos mais emblemáticos: o antigo Complexo Penitenciário do Carandiru. A Casa de Detenção que abrigou mais de nove mil presos ficou marcada pelo massacre de 111 detentos em 1992. Os pavilhões foram implodidos dez anos depois. No local foi implantado o Parque da Juventude e a Biblioteca de São Paulo faz parte desse complexo. que foi planejada com o objetivo de promover inclusão social por meio da leitura. As outras três bibliotecas que disputam o título estão na Dinamarca, Noruega e Letônia. De acordo com o governo do Estado de São Paulo, responsável pela biblioteca, o espaço brasileiro chamou atenção por renovar o conceito de biblioteca, investindo em outras atividades que não somente a leitura. Fonte: Gazeta do Povo
VIII Conferência Internacional BIREDIAL-ISTEC 2018 será no Peru
A “VIII Conferência Internacional BIREDIAL-ISTEC 2018” acontecerá na Pontifícia Universidade Católica do Peru, na cidade de Lima, de 22 a 25 de outubro de 2018. O evento tem o objetivo de promover as iniciativas institucionais, nacionais e regionais relacionadas com: o acesso aberto ao conhecimento a gestão de dados de pesquisa os direitos de autor a reprodutibilidade da ciência o marketing científico Acesse o site para informações sobre submissão de trabalhos e mais informações sobre o evento.
Rio Grande do Sul realiza Semana Estadual do Livro 2018
As secretarias de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e a de Educação do Rio Grande do Sul e a Câmara Rio-Grandense do Livro promovem, de 18 a 24 de abril, a “Semana Estadual do Livro e do Incentivo à Leitura“, instituída pela Lei 14.673/2015, que estabelece que todas as escolas da Rede Estadual de Ensino e as bibliotecas públicas estaduais devem promover ações que coloquem o livro, a leitura e a literatura em destaque. Também podem aderir ao evento – que marca a passagem do Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril, nascimento de Monteiro Lobato) e do Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor (23 de abril, falecimento de Cervantes e de Shakespeare) – escolas de outras redes de ensino, bibliotecas em geral, livrarias, empresas, autores e quaisquer outros interessados. Saiba mais sobre o evento neste endereço.
Capas novas para velhos clássicos da literatura
“Todo grande livre merece uma grande capa.” É assim que o projeto “Recovering The Classics” (“Recuperando os clássicos”, em tradução livre), defende seu objetivo: criar novas capas para clássicos da literatura. O projeto, criado pela Biblioteca Pública de Nova York, em parceria com a Casa Branca e a Biblioteca Pública Digital, abriu um chamado em 2013 para que leitores e fãs fizessem suas próprias versões de seus livros favoritos. O projeto é voltado a livros que estão em domínio público, ou seja, cujos direitos autorais já expiraram. Qualquer artista pode enviar seu trabalho. As artes ainda estão sendo transformadas em cartazes, estampas de camisetas e canecas e são vendidas (https://shop.thecreativeactionnetwork.com/) por preços em torno de R$ 100 (e são entregues ao Brasil). As ilustrações são licenciadas em Creative Commons, o que permite a qualquer um reproduzir as artes para fins não comerciais, desde que dê crédito aos autores. “Infelizmente, muitos dos maiores clássicos em domínio público são deixados com capas má desenhadas e autogeradas que falham ao capturar o que faz deses livros algo empolgante e inspirador a nós. Juntos, podemos fazer esses clássicos continuarem frescos e acessíveis para uma nova geração de leitores”, dizem os criadores. O site Nexo Jornal compilou algumas capas. Veja aqui. Com informações do Nexo Jornal.