Praxis Softwares Gerenciais

Inscrições abertas para o 60º Prêmio Jabuti

Criado em 1958 e outorgado anualmente pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do País, conferindo aos vencedores o reconhecimento do leitor e da comunidade intelectual brasileira. O Prêmio será outorgado a obras inéditas, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2017, podendo, no entanto, a impressão ter sido feita fora do País. Clique na imagem a seguir para saber mais:

Nova edição da norma ABNT NBR 6022 – Artigo em publicação periódica

a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou uma nova edição da ABNT NBR 6022 “Informação e documentação – Artigo em publicação periódica técnica e/ou científica – Apresentação”. A nova norma entrou em vigor no dia 16/05/2018 e substitui a norma de 2003. As informações atualizadas podem ser verificadas no site www.abntcatalogo.com.br.

Inscrições para o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2018 estão abertas

A Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, lança mais uma edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, uma das mais importantes premiações do segmento no País. A categoria “Conjunto da Obra” não recebe inscrições. Uma comissão especialmente designada indica um autor cuja obra seja, em seu conjunto, de inegável qualidade e relevância para a literatura brasileira, e que tenha também contribuído de maneira decisiva para novos rumos da produção e/ou crítica literárias brasileiras. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 1º de julho. O edital e os formulários encontram-se disponíveis neste endereço.

Participe do Emerge Day Belo Horizonte 2018

O Emerge Day Belo Horizonte 2018 é um encontro para mobilizar e sensibilizar a emergente comunidade de jovens cientistas empreendedores e inovadores. Com edições já realizadas em Curitiba e em São Paulo, agora o Emerge Day chega a BH. Se você é um pesquisador e/ou empreendedor desenvolvendo algum projeto/negócio de base científica e tecnológica, inscreva-se para fazer um pitch no Emerge Day. O evento acontece dia 23 de maio, no Museu das Minas e do Metal Gerdau, localizado na Praça da Liberdade, no bairro Funcionários, das 18h às 22h. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. A edição Emerge Day BH 2018 contará com: Keynote Speaker: Prof. Nivio Ziviani, Kunumi Convidados especiais em um Painel sobre “A importância da ciência empreendedora para o mercado e a sociedade” Pitches de projetos de cientistas empreendedores Haverá também coffee break e espaço de networking. Keynote speaker: Prof. Nivio Ziviani Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da Academia Brasileira de Ciências, já fundou diversas empresas fruto de suas pesquisas científicas. Uma delas, a Akwan, foi vendida em 2005 para o Google por um valor nunca revelado. Atualmente está revolucionando as aplicações de inteligência artifical no mundo com a sua mais nova empresa, a Kunumi. Painel: A importância da ciência empreendedora para o mercado e a sociedade Prof. Evaldo Ferreira Vila Atual Presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, também foi reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV). É formado em Agronomia pela UFV, mestre em Entomologia pela USP e PhD em Ecologia pela Universidade de Southampton, Inglaterra. Juliana Crepaldi Coordenadora Geral da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG e docente colaboradora do Mestrado Profissional em Inovação da UFMG. Graduada em Direito pela PUC MG, é mestra em Direito Internacional Público e doutoranda em Inovação Biofarmacêutica pela UFMG. Prof. Hermes Magalhães Professor no Departamento de Engenharia Eletrônica da UFMG e sócio-fundador da empresa de projetos DSP Art Hardware e Software Ltda. É engenheiro eletricista pela UFMG, mestre em Engenharia Eletrônica e Computação pelo ITA, MBA em Gestão Empresarial pela FGV e PhD em Engenharia Eletrônica pela UFMG. A participação no Emerge Day Belo Horizonte 2018 inclui certificado. O evento é uma realização do Emerge e conta com patrocínio do Codemge. Está com alguma dúvida? Envie uma mensagem para contato@emerge.org.br, ou clique aqui para acessar a página do Emerge Day BH e saber mais.  

Em busca de novas experiências

Rosimeire Francisco trabalha há muitos anos como auxiliar de biblioteca. Da experiência com os livros e com usuários, surgiu o desejo de cursar Biblioteconomia. Por questões de praticidade, ela escolheu o curso a distância da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), no qual já está no sexto período. “Com a realização das tarefas na biblioteca, fui alimentando um enorme interesse em trabalhar com o processamento técnico, gestão, catalogação, além de atuar como administradora de dados e divulgação de informações”, pontua. A Praxis Softwares Gerenciais tem uma longa história na formação de estagiários remunerados e supervisionados. Por isso, para adquirir experiência, Rosimeire buscou a empresa para realizar seu estágio supervisionado. Ela atua na área de automação de bibliotecas. “O estágio na Praxis trouxe a oportunidade de vivenciar um leque de situações atuais, possibilidade de realizar as mais diversas atividades profissionais, muita aprendizagem, além de possibilitar conhecer o que há de melhor em desenvolvimento de sistemas para a gestão de bibliotecas. Para a bibliotecária Bárbara Ferreira, que supervisiona o estágio, Rosemeire “tem um enorme potencial a ser explorado, pois é extremamente interessada e, com isso, vem desempenhando seu trabalho com muita dedicação e excelência”. Vem crescer com a gente A Praxis tem recebido diversos estudantes de biblioteconomia interessados em atuar na área de tecnologia, inovação e gestão. Conheça um pouco a história de Glaucia Fernandes, Július César Soares e Gabriel Teixeira, que também realizaram estágio supervisionado na Praxis. E se você quer fazer parte da nossa equipe, basta se cadastrar em nosso site.

III Seminário do Grupo de Pesquisa Modelagem Conceitual para Organização e Representação da Informação Hipertextual – MHTX

A Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realiza o “III Seminário do Grupo de Pesquisa Modelagem Conceitual para Organização e Representação da Informação Hipertextual – MHTX“, entre os dias 07 e 08 de junho, das 8h30 às 17h30. O evento terá como tema “Perspectivas em representação e organização do conhecimento: Atualidades e tendências na relação universidade-empresa”, que será discutido e apresentado por meio de palestras, mesas redondas e participação de pesquisadores, profissionais e estudantes da área. Estarão presentes convidados nacionais e internacionais como: Prof. Dr. Dagobert Soergel (University of Bufallo); Profª. Ma. Hagar Espanha (RJ); Profª. Dra. Mariângela Fujita (UNESP); Profª. Dra. Maria Luiza de Almeida Campos (UFF); Prof. Dr. Carlos Henrique Marcondes (UFF); Prof. Dr. Renato Rocha (FGV); Profª. Dra. Nair Kobashi (USP); Prof. Dr. Raimundo Nonato (UFPE e representante de área do CNPq); Dr. Ivo Piorizzi (representante da EMBRAPA), entre outros. O Seminário MHTX conta com o fomento do CNPq e apoio de parceiros institucionais como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Grupo de Pesquisa RECRI, Programa de Pós-Graduação em Gestão e Organização do Conhecimento (PPG-GOC), Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG), GB Consultoria em Gestão da Informação, ExLibris, Norma Padrão, Praxis Softwares Gerenciais, entre outros. Programação 07 de junho | Quinta-feira 7:30 – 8:30 Credenciamento dos participantes 8:30 – 09:15 Abertura do III Seminário do Grupo de Pesquisa MHTX 09:15 – 10:30 Palestra de abertura: Turning documents into active knowledge Prof. Dr. Dagobert Soergel (University of Buffalo-USA) 10:30 – 10:45 Café 10:45 – 12:30 Mesa-redonda 1: As perspectivas de investigação em representação e organização do conhecimento Coordenação: Profa. Dra. Benildes Maculan (UFMG) Participantes: Profa. Dra. Gercina Lima (UFMG) Profa. Dra. Mariângela Spotti Lopes Fujita (UNESP) Profa. Dra. Maria Luiza de Almeida Campos (UFF) Profa. Dra. Nair Kobashi (USP) 12:30 – 14:00 Almoço 14:00 – 16:00 Mesa-redonda 2: As práticas de organização e representação da informação: aproximando a universidade-empresa sob a ótica da biblioteconomia Coordenação: Profa. Dra. Célia da Consolação Dias (UFMG) Participantes: Dra. Alessandra Rodrigues da Silva (EMBRAPA) Profa. Dra. Elisângela Cristina Aganette (Bibliotecária/Consultora) Profa. Ma. Graciane Bruzinga Borges (Bibliotecária/Consultora) Ma. Lívia Marangon Duffles Teixeira (Bibliotecária/Consultora) 16:00 – 16:20 Café 16:20 – 17:30 Palestra 2: A pesquisa na área de Ciência da Informação no Brasil: o papel do CNPq Prof. Dr. Raimundo Nonato (UFPE) -Representante de área no CNPq 17:30 Lançamento do novo livro do Grupo de Pesquisa MHTX Inscreva-se Para saber mais sobre o Seminário, acesse o site: http://mhtx.eci.ufmg.br/. Os interessados em participar podem se inscrever neste endereço.

Diretoras de escolas particulares promovem evento sobre mercado educacional na Praxis

A Praxis Softwares Gerenciais recebeu, no último dia 05 de maio, sábado, a palestra “Faça sua escola crescer de forma sustentável“, realizada pela Rede de Diretoras de Sucesso de Escolas Particulares (REDIS), em parceria com o Grupo Rabbit Partnership. O evento foi conduzido pelas gestoras Lania Rezende, Raquel Esteves e Lucilaine Falcão e contou com a presença de mais de 25 diretoras de escolas particulares de Belo Horizonte e cidades próximas. A palestra, ministrada por Christian Rocha Coelho, discutiu temas pertinentes às mudanças sociais, econômicas e culturais que afetam o mercado educacional atual. A Praxis tem apoiado diversos eventos voltados para as áreas da cultura e educação. Para a diretora da empresa, Izabela Capovilla, o apoio à ações culturais e educacionais é de extrema importância e necessário. “Recebemos, semanalmente, inúmeros eventos no Auditório da Praxis. Nossa satisfação é muito maior quando podemos apoiar ações em prol da cultura e da educação, como este belo evento da REDIS. Estamos de portas abertas para todos os que lutam por mais cultura e por uma educação melhor e de qualidade para nosso País”, finaliza. Veja, a seguir, algumas fotos dos convidados: Sobre a Rabbit Partnership O Grupo Rabbit Partnership é uma empresa de comunicação full service que introduz e interage práticas de marketing, pesquisa, vendas, recursos humanos, atendimento e gestão, com objetivo de fomentar o crescimento de seus parceiros através do aumento do número de clientes, fidelização e redução de perda, ampliação de nichos de mercado e institucionalização da marca. Faça seu evento conosco A sede da Praxis tem recebido inúmeros eventos semanalmente. Diversas atividades culturais, educacionais, pedagógicas, artísticas e mesmo reuniões de trabalho, entrevistas, cursos, treinamentos e conferências tem sido realizados em nosso auditório. Para saber um pouco mais, acesse nosso site.

eDOC São Paulo tem data confirmada

O eDOC Engenharia SP 2018, em sua 6º edição nacional, é concebido para focar em metodologias, tecnologias e tendências, com as melhores e mais atuais práticas em gestão de informações: BlockChain, Inteligência Artificial, Engenharia Reversa, Engenharia 3D e suas aplicações e consequências para a gestão de projetos e apresentação de cases. O evento acontece no dia 22 de maio, no auditório do CREA-SP. Programação • Abertura – BlockChain e Inteligência Artificial – O uso da Tecnologia Cognitiva para acelerar processos de negócio por Hélio Caetano – Uso de BlockChain no Controle de Contratos e Projetos, por José Finocchio Jr. • Palestra – Case Odebrecht: Reutilização de Conhecimento, por Georgelandia Batista – Case Desenvolvimento de um Avião Turbo-Hélice Cargueiro, por Nilmar Ferreira • Palestras especiais – Governança da Informação para Projetos Industriais, por Daniel Klafke – Engenharia Reversa e suas Aplicações, por Ledo Giuliano – Transformação Digital na Engenharia, por Paulo Andrade – Gestão de Dados e Documentos com o COMOS, por José Roberto Manzano • Debates: – Debate sobre a interface tecnologia e metodologia para projetos de engenharia, mediado por Camila Vila Verde. Inscreva-se As inscrições já podem ser feitas no site oficial do eDOC. Clique aqui para acessar.

Lançamento do livro “Práticas de leitura e escrita: Pontos e contrapontos na formação do leitor” acontece em Vitória

A professora Letícia Queiroz de Carvalho realizará o lançamento do livro “Práticas de leitura e escrita: Pontos e contrapontos na formação do leitor”, nesta quinta-feira (10 de maio), às 19h, na Biblioteca Pública Estadual do Espírito Santo. A obra é uma coletânea de pesquisas desenvolvidas por mestrandos do Mestrado Profissional em Letras (Profletras), do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). A publicação esperam dialogar criticamente sobre a realidade pedagógica da escola básica. Durante o evento haverá um bate-papo com a organizadora. Participe! A Biblioteca Pública do Espírito Santo está localizada à Av. João Batista Parra, 165, Praia do Suá (382,59 km), em Vitória (ES). Para mais informações, ligue no (27)3137-9351.

Sete livros que são obras-primas, mas poucos conseguiram terminar

Cento e trinta milhões. É mais ou menos o número de obras literárias publicadas em toda a nossa história. Um dado desanimador para aqueles que têm planos de ler tudo na vida, pois seriam necessários 250 anos. E isso caso se tenha a capacidade sobre-humana de devorar cada livro num minuto. Talvez por isso alguns escritores consultados para este artigo não tenham problema algum em reconhecer que acumulam um monte de exemplares abandonados durante a leitura em suas prateleiras. Eles inclusive recomendam fazer isso: “A vida é curta e há muitas coisas interessantes para ler”, diz Andrés Barba, um dos mais importantes jovens escritores de língua espanhola, de acordo com a prestigiosa revista inglesa Granta. Barba reconhece que a única vez que conseguiu terminar Moby Dick aconteceu quando foi encarregado de traduzir a última edição ao castelhano. O filósofo Henry David Thoreau disse há quase dois séculos: “Leia os bons livros primeiro, o mais provável é que não consiga ler todos”. Com esse panorama, convém não perder tempo com leituras infrutíferas. Manuel Astur, poeta, ensaísta e cofundador do movimento artístico Nuevo Drama, aconselha fugir do que é confuso: “Acho que um bom livro é aquele que consegue contar algo complexo com uma linguagem simples e econômica”, e cita: “Graça Infinita, de Foster Wallace, é um exemplo claro de pedantismo: poucos conseguiram terminar suas mais de mil páginas. E quem conseguiu jamais reconhecerá que não gostou e perdeu tempo”. Um livro não deve ser enfrentado, acrescenta Barba, como um desafio. O leitor se coloca numa posição devedora para com o autor e é incapaz de deixá-lo com a palavra na boca. E esquecemos que, às vezes, é precisamente o escritor que está nos vendendo gato por lebre. O próprio Charles Bukowski reconheceu sobre seus livros: “Eu trabalho bem durante uma garrafa e meia de vinho. Depois, sou como qualquer velho bêbado de bar: repetitivo e chato”. Curiosamente, quando foi diagnosticado com leucemia, percebeu que era capaz de escrever de forma brilhante sem álcool ou tabaco. Só teve um ano para comprovar isso, antes de morrer em 1994. Mas já é outra história. Há uma enorme quantidade de obras malditas que muitos não têm paciência para ler até o fim, nem a coragem de reconhecê-lo. Já demos 10 exemplos e agora apresentamos uma segunda lista. Antes de enfrentá-la, um conselho kafkiano para otimizar o tempo e não se angustiar diante dos milhões de exemplares que jamais chegaremos a folhear e, menos ainda, terminar. “Não deveríamos ler mais do que os livros que nos dão coceira e nos mordem. Se o livro que lemos não nos desperta com um soco no crânio, para que continuar?”. Isso foi dito por um autor, Kafka, prolífico em obras que muitos deixaram pela metade. 1. Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov Caso típico de uma obra de arte aplaudida pela crítica e incompreendida pelo público. O genial autor de São Petersburgo escrevia tão bem que redigiu seu romance mais famoso, Lolita, em inglês, que não era sua língua materna (embora a dominasse desde a infância, pelo empenho de sua família aristocrática e de seus professores). O germe de Ada ou Ardor veio depois de ter se tornado mundialmente famoso com a história do professor viúvo obcecado por uma adolescente: logo depois de Lolita, se propôs a criar sua obra-prima (ainda não estava consciente de que já a tinha escrito), e Ada ou Ardor (1969) nasceu de dois projetos diferentes, duas crônicas de vida que acabaram sendo traçadas de tal maneira que ele decidiu que mereciam se tornar um único romance. Talvez seja por isso que levou mais de nove anos para escrevê-lo. Nabokov sempre disse que queria ser lembrado por essa obra, embora sua narrativa arrevesada, cheia de acrobacias semânticas, alusões e duplos sentidos imperceptíveis para um leitor de inteligência mediana não tenha obtido o lugar universal que esperava. O poeta Manuel Astur vive uma contradição com esse livro: “Nabokov é um dos meus mestres, a grande inspiração para os meus livros. Mas este é um romance que me resiste, por mais que eu tente”. 2. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar O escritor argentino definiu sua obra-prima O Jogo da Amarelinha (1963) como “contrarromance”. Através da história de seu protagonista, Horacio Oliveira, traça, em mais de 156 capítulos, uma vida completa, mas com estruturas que fogem do convencionalismo para entrar no surrealista. E não só no que conta, mas sobretudo em como o faz. Convida o leitor a compartilhar seu caos e lhe dá várias opções para ler o romance: existe a “normal”, do início ao fim. Também a “tradicional”, apenas até o capítulo 56, prescindindo do resto. Também a “anárquica”, ou seja, a ordem que o leitor quiser. E, finalmente, a proposta por Cortázar, como um jogo, com uma sequência definida no “tabuleiro de direção” mostrado na primeira página, como uma espécie de Excel primordial. É uma grade na qual o leitor começa no capítulo 73, e daí vai saltando de um ao outro sem ordem aparente, para terminar no 131. Muitos são aqueles que dizem não ter passado da página tal ou da página qual. Mas essa confissão deve ser seguida da inevitável pergunta: em que ordem você o leu? É que O Jogo da Amarelinha é o único livro que, se for deixado pela metade, pode significar que você praticamente o terminou. 3. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust A filóloga Josefina Lazcaray dá um conselho aos intrépidos que se aventurem a terminar os sete volumes que Proust escreveu ao longo de 14 anos: “Chegar até a página 80 do primeiro, e superar a famosa cena em que Proust lembra de sua infância enquanto molha um bolinho no chá”. O escritor parisiense escreveu esta obra de mais de 3.000 páginas entre 1908 e 1922, bem no ano que morreu, possivelmente esgotado por tal odisseia. Muitos recomendam ler antes a biografia de Proust, porque Em Busca do Tempo Perdido consiste, em última análise, de reflexões sobre sua vida. Mas voltemos à página 80: “É um romance muito