Prêmio Professores do Brasil irá reconhecer os melhores projetos de educação no Brasil
O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação juntamente com instituições parceiras que busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula. Em 2018 o Prêmio está em sua 11ª edição do Prêmio convida a todos os professores de escolas públicas da educação básica a se inscreverem enviando um relato de prática pedagógica desenvolvida com seus alunos. Seu relato será avaliado e poderá ser selecionado para uma premiação estadual, regional e nacional. Sabe-se que registrar uma experiência, um processo vivido ou mesmo uma conversa entre alunos e professores é uma forma de sistematizar o conhecimento do professor. Assim, além de participar do processo de premiação, os professores desenvolvem um exercício de reflexão sobre a própria prática, o que garante o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem. Ou seja, independentemente do processo de seleção, a participação dos professores é um caminho para a busca da qualidade na educação, compromisso de todos os educadores! O Prêmio Professores do Brasil foi instituído em 2005 pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), juntamente com instituições parceiras. Ao longo das sucessivas edições foram premiadas diversas experiências bem sucedidas, criativas e inovadoras, desenvolvidas por professores da educação básica pública. Premiação Participe As inscrições podem ser feitas até 28 de maio neste site. Veja o regulamento neste endereço. Para mais informações, acesse o site do Prêmio: http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br.
Como fazer uma boa mediação e formar novos leitores
A formação de leitores representa um dos grandes desafios da educação brasileira. De acordo com pesquisa de 2016 do Instituto Pró-Livro, cerca de 44% da população do país não é considerada leitora – ou seja, não leu ao menos um livro, ainda que em partes, nos três meses anteriores ao levantamento. Além disso, a média de leitura por habitante ainda é baixa: são cerca de 5 livros por ano. Reverter esse cenário e formar leitores certamente não é tarefa fácil, mas o professor tem um papel muito importante no processo de mudança. Especialmente na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, momento em que o hábito de leitura está sendo desenvolvido. A pesquisa do Instituto Pró-Livro evidencia a força docente nessa fase: no Brasil, 18% das crianças de 5 a 10 anos apontam como fator principal para escolha de um livro a indicação do professor, atrás apenas da capa da obra, citada por 27% dos entrevistados. Como o professor influencia a escolha de títulos, saber fazer boas indicações é fundamental para formar futuros leitores literários. Mas não só: é preciso estudar a obra, fazer leituras compartilhadas, explorar sua complexidade, propor discussões e dar voz aos alunos, para que eles sejam ativos nesse processo, conhecido como mediação de leitura. Mas como fazer uma boa mediação? A revista Educação conversou com Patrícia Diaz, diretora da comunidade educativa Cedac e formadora de professores, sobre aspectos que podem ajudar o docente a desenvolver seu papel de mediador. Confira: O que caracteriza uma boa mediação? A mediação começa quando o mediador escolhe a obra e se prepara para ler. Nesse momento, os cuidados para a escolha do livro são essenciais e o seu estudo para o maior conhecimento possível de todas as suas facetas, também. Assim, no momento da mediação, o mediador poderá atuar com propriedade sobre a obra e conectar-se ao público. O ideal é que se leia “com” o outro e não “para” o outro, ou seja, a boa mediação é a que encanta e envolve o público como participante ativo daquela leitura, sem que haja uma imposição da forma ou da interpretação da leitura pelo mediador. A mediação também não acaba quando acaba a leitura do livro, ela vai além. Uma boa mediação envolve uma boa conversa sobre o livro lido, que vá para além do óbvio, do “literal” do texto, que estimule os participantes a falarem o que sentiram, o que pensaram, que chame a atenção para pontos fortes do livro, que visite novamente algumas páginas, releia trechos etc. A partir de qual idade pode ser iniciada a mediação de leitura na escola? Desde bebês. Existe uma ideia de que os bebês não entendem ou que vão estragar os livros, mas essas são questões que precisam ser trabalhadas na formação dos educadores para que consigam enxergar a potência das crianças desde pequeninas, já que nessa fase elas estão tendo o maior pico de crescimento cognitivo e têm muita curiosidade e interesse de descobrir o mundo, investigá-lo e apropriar-se de tudo. Como escolher os livros a serem trabalhados com as crianças? Quais critérios devem ser observados? É muito importante considerar todo o projeto do “objeto” livro: seu projeto gráfico, o texto em si, as ilustrações, as relações entre texto e imagem. Também é essencial pensar quais os efeitos e sensações pode causar no leitor. Além disso, pensar qual é o conceito de criança que possivelmente o autor do livro tem. Isso porque existem livros infantis que refletem a falta de crédito do autor para a inteligência das crianças, abordando as questões de maneira muito simplificada e artificial, pois não crê que as crianças são capazes de interagir com uma literatura mais completa e complexa. É também importante saber um pouco do autor e da editora, pois suas linhas de atuação e histórico revelam muito sobre os cuidados que foram tomados no processo de produção do livro. Leia a entrevista completa na página da revista Educação. Fonte: Revista Educação | Juliana Fontoura
Tecnologia: prática pedagógica liderada pelo professor faz toda a diferença
Ao liberar o uso de celular na sala de aula, a rede estadual de São Paulo jogou luz à inquietação de muitos professores: tecnologia na escola atrapalha ou ajuda? Que a tecnologia digital, e a própria internet, cria novas oportunidades não é novidade. A pesquisa Percepção Pública de Ciência & Tecnologia no Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de 2015, mostra que a população brasileira dá grande valor a essas duas áreas, mesmo que não as compreenda bem. Vários exemplos prosaicos atestam essa utilidade. A retirada de documentos em displays sem o apoio humano ajuda a ganhar tempo, ao menos para algumas pessoas, pois, além de exigir que os usuários sejam alfabetizados, o aparelho requer a identificação de signos e a compreensão da navegação em uma trilha digital. Não se trata, portanto, apenas de instrumentais úteis, mas de uma nova linguagem que atravessa todas as esferas da vida, como aponta o sociólogo espanhol Manuel Castells. E daí o assunto ser objeto de discussões educacionais, e com razão. Se por um lado o uso da tecnologia pode mitigar as desvantagens históricas e socioeconômicas entre as crianças e os adolescentes, como aponta documento recente da Unesco, por outro, exige-se um modelo pedagógico que envolva ativamente o aluno. Do contrário, a inclusão de ferramentas tecnológicas pode até impactar negativamente na aprendizagem, como apontam algumas pesquisas. É sim, a escola, o espaço público estratégico capaz de garantir, para os diferentes segmentos sociais, o letramento digital essencial para que as crianças e os adolescentes não apenas utilizem as ferramentas digitais, como criem, explorem e descubram novas possibilidades. O letramento digital (em inglês, digital literacy, termo cunhado pelo norte-americano Paul Glister) propõe mais que o manuseio passivo dos dispositivos; propõe a organização, interpretação, avaliação e criação de informação digital em seus múltiplos formatos. Em se tratando do Brasil, onde as desigualdades são enormes, um trabalho pedagógico de qualidade com a cultura digital na escola é ainda mais premente. Enquanto 98% das crianças brasileiras entre 9 e 17 anos das classes A e B estão conectadas, nas classes C e D, essa taxa é de 66%, como revela a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2016, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). Entre as zonas urbana e rural, a diferença repete-se: 81% contra 65%, respectivamente. Apesar disso, apenas 50% das escolas de Ensino Fundamental estão conectadas. Tal cenário exige que a tecnologia seja integrada como parte dos currículos escolares, ressignificada como uma linguagem de possibilidades e responsabilidades e contextualizada com os saberes tradicionais. Como não poderia deixar de ser, é impossível avançar nessa proposta sem envolver o professor, que se frise: não apenas como um mediador, mas ele mesmo como um usuário crítico da tecnologia. Um estudo da organização McKinsey&Company revela que a melhoria da aprendizagem a partir do uso da tecnologia tende a ocorrer quando o professor está à frente desse trabalho. Para isso, condições básicas devem ser oferecidas de modo que o docente não apenas use dispositivos digitais como suporte (slides, por exemplo), mas como ferramentas pedagógicas. As barreiras que impedem essa apropriação foram apontadas por uma pesquisa do movimento Todos Pela Educação em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Natura, Itaú BBA, Fundação Telefônica Vivo e Samsung. Segundo o estudo lançado neste ano, a sobrecarga de trabalho e a falta de infraestrutura e de formação impedem que os docentes sejam usuários mais propositivos e frequentes. Leia o artigo de Priscila Cruz* com a colaboração de Pricilla Kesley no UOL Educação. * Priscila Cruz é fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. Graduada em Administração (FGV) e Direito (USP), mestre em Administração Pública (Harvard Kennedy School), foi coordenadora do ano do voluntariado no Brasil e do Instituto Faça Parte, que ajudou a fundar. Fonte: UOL Educação
UNICAMP realiza 21º Congresso de Leitura COLE
O 21° Congresso de Leitura (COLE) convida a pensar com as línguas dissonantes que fertilizam a vida comum com sabores, saberes e tempos outros: com a língua dos bebês, dos surdos, dos velhos, línguas juvenis, línguas dos estrangeiros, dos refugiados, línguas dos povos indígenas, línguas afro-brasileiras, africanas, línguas ainda sem nome… O evento será realizado entre 10 e 13 de julho, em Campinas, São Paulo, e tem coordenação geral da diretoria da Associação de Leitura do Brasil (ALB), composta por Alik Wunder, Antonio Carlos Rodrigues de Amorim, Cláudia Ometto, Davina Marques, Marcus Pereira Novaes e Lavínia Lopes Salomão Magiolino. As inscrições podem ser realizadas até o dia 28 de junho neste endereço. Os resultados das avaliações dos trabalhos e das propostas de minicursos e rodas de conversa serão divulgados em 07 de maio. PROGRAMAÇÃO* Terça – 10/07/18 Manhã 8:30-12:00: Credenciamento dos participantes. 9:30: Sessão de Abertura do 21° Congresso de Leitura do Brasil. 11:00: Conferência poético-musical “Territórios sonoros, geografias do deleite” com Déa Trancoso – poeta, cantora e compositora (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) – Coordenação: Alik Wunder (Universidade Estadual de Campinas). Tarde Livre – caso o Brasil jogue a semifinal da Copa do Mundo de Futebol na quarta-feira (11/7) à tarde, a programação daquele período será transferida para cá. Quarta – 11/07/18 Manhã 9:00-16:30: Credenciamento dos participantes. 9:00: Conferência 2: “Subjetividades clandestinas: experiência narrativa, lógicas secretas e epifanias” com Maria da Conceição Ferrer Botelho Sgadari Passeggi (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) – Coordenação: Cláudia Ometto (Universidade Estadual de Campinas). 10:30: Mesas-redondas 1 • “A Base Nacional Curricular Comum e as Reformas do Ensino Médio” com Antonio Carlos Rodrigues de Amorim (Universidade Estadual de Campinas) e Carlos Eduardo Ferraço (Universidade Federal do Espírito Santo). • “É preciso falar sobre os vencidos: educação e leitura na história de setores populares” com Giselle Martins Venâncio (Universidade Federal Fluminense) e Atilio Bergamini Júnior (Universidade Federal do Ceará) – Coordenação: Alexandro Henrique Paixão (Universidade Estadual de Campinas). • “Filosofia, política e literatura” com Daniel Lins (Universidade Federal do Ceará) e Evandro Nascimento (Universidade Federal de Juiz de Fora) – Coordenação: Marcus Novaes (Universidade Estadual de Campinas). Tarde 14:00: Mesas-redondas 2 • “Tupi or not tupi – infância e antropofagia” com Silvio Gallo (Universidade Estadual de Campinas) e Antonio Miguel (Universidade Estadual de Campinas) – Coordenação: Ana Lúcia Goulart de Farias (Universidade Estadual de Campinas). • “Escritas ficcionais e formação de professores” com Luciano Bedin da Costa (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Wenceslao Machado Oliveira Jr (Universidade Estadual de Campinas) – Coordenação: Giovana Scareli (Universidade Federal de São João Del Rei). • “Escola sem partido, quem tem medo do(a) professor(a)?” com Maria Luiza Sussekind (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Gaudêncio Frigotto (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) – Coordenação: Antônio Carlos Amorim (Universidade Estadual de Campinas). 16:00: Oficinas com artistas-educadores. Noite 18:30: Abertura de exposição e lançamento de livros. 19:30: Mostra Kino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. Quinta – 12/07/18 Manhã 9:00-16:30: Credenciamento dos participantes. 9:00: Conferência 3: “A língua vai para onde ela quer…” com Ana Maria Godinho Gil (Universidade Nova Lisboa, Portugal) – Coordenação: Antônio Carlos Amorim. 10:30: Mesas-redondas 3 • “Teatro, educação e as vidas dissonantes” com Wladilene de Sousa Lima (Universidade Federal do Pará) e Kelly Cristina Fernandes (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) – Coordenação Renata Ferreira (Universidade Federal de Tocantins). • “A palavra e a imagem como expressão de arte nos livros para crianças e jovens: poesia e ilustração” com Leo Cunha (Escritor) e Graça Lima (Ilustradora) – Coordenação: Elizabeth Serra (FNLIJ). Tarde 12:00: Lançamento de livros. 14:00: Comunicações e Rodas de Conversa 1. 16:30: Mesas-redondas 4 • “Cinema, leitura e formação” com Fabiana de Amorim Marcello (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Inês Assunção de Castro Teixeira (Universidade Federal de Minas Gerais) – Coordenação Carlos Eduardo Albuquerque Miranda (Universidade Estadual de Campinas). • “A voz da mulher indígena na literatura e na aldeia” com Geni Vidal Lima Guarani (Liderança indígena) e Denizia Kariri-Xocó (Escritora) – Coordenação Olívio Jekupé. • “Humor e literatura” com Flávio de Sousa (Escritor) e Rosana Rios (Escritora) – Coordenação Marcus Novaes (Universidade Estadual de Campinas). Noite 18:30: Lançamento de livros. 19:30: Mostra Kino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. 19:30: Sessão Especial: Memórias da Associação de Leitura do Brasil – Coordenação: Lilian Lopes da Silva (Universidade Estadual de Campinas) e Luciane Oliveira (Universidade Estadual de Campinas). Sexta – 13/07/18 Manhã 9:00-12:00: Credenciamento dos participantes. 9:00: Conferência 4: “Literaturas e gêneros, vozes dissonantes” com Amara Moira (Escritora) – Coordenação: Davina Marques (Instituto Federal de São Paulo – Campus Hortolândia). 10:30: Comunicações e Rodas de Conversa 2. Tarde 13:30: Comunicações e Rodas de Conversa 3. 16:00: Minicursos. 16:00: Assembleia Ordinária Bianual da Associação de Leitura do Brasil. * A programação completa será divulgada em breve. Acesse todas as informações sobre o COLE em: http://cole-alb.com.br/index.php.
Aplicativo adapta clássicos para despertar gosto pela leitura
Com oito livros interativos publicados, todos adaptações de clássicos da literatura, o aplicativo Storymax usa a tecnologia dos smartphones e tablets para contar histórias. Tudo pensado para desenvolver o gosto pela leitura no público infanto-juvenil. A ideia foi de dois profissionais da área editorial, a jornalista e editora Samira Almeida, e o designer e ilustrador Fernando Tangi, que, juntos, decidiram que era hora de trazer um novo formato para o mercado. A primeira história foi “Frankie for Kids”, de 2013. A adaptação de “Frankenstein”, de Mary Shelley, fala sobre a dificuldade das pessoas de lidar com as diferenças, o que leva ao bullying. “Percebemos que a experiência de leitura estava mudando. Quisemos projetar livros interativos que combinassem com isso. Usamos o potencial das diversas formas de leitura, como texto, arte, animação, efeitos de som e trilha sonora para transformar tudo isso em uma experiência de uso só”, diz Samira. O livro ficou em 2o lugar na categoria digital e interativa do Festival comKids Prix Jeunesse Iberoamericano 2013 e levou ainda o Prêmio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Depois, vieram outros livros interativos, sempre publicados como aplicativos independentes, a maioria em português, inglês e espanhol e um deles também em alemão, todos disponíveis para Android e iOS. “Via Láctea”, adaptado de um poema de Olavo Bilac, fala do autor brasileiro expoente do Parnasianismo. O livro ganhou o prêmio Jabuti de literatura em 2015, ficando em 2o lugar na categoria Infantil Digital. “Nautilus”, baseado na obra “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Jules Verne, também levou o Jabuti em 2017, na mesma posição e categoria. A história é um incentivo ao desenvolvimento do pensamento inovador, segundo Samira. “A principal razão de adaptar clássicos é que eles falam de coisas relevantes. O tempo passou e continuam falando. Faz sentido para todo mundo conhecer”, explica. Três histórias fazem parte de uma coleção sobre os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas), criadas em parceria com a empresa de biotecnologia Novozymes e educadores do Sesi-PR. “Frritt-Flacc”, de Jules Verne, é um conto de suspense e terror que discute a mesquinhez e trata da ODS 1, que busca a erradicação da pobreza. O livro foi selecionado pela Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio 2016 pela excelência em literatura infantil em juvenil. “Ostras”, adaptação de um conto do russo Anton Tchékhov, fala da fome e discute a ODS 2, erradicação da fome e agricultura sustentável. “O Rei do Rio de Ouro”, de John Ruskin, trata da ODS 6, água limpa e saneamento. Há ainda “St. Ives”, tradicional cantiga inglesa que é uma charada e trabalha a importância da leitura do enunciado antes de tentar resolver um problema. Já “Literatour”, criado em parceria com o Goethe-Institut São Paulo, traz quatro histórias inspiradas em clássicos alemães para treinar o idioma e falar da cultura do país. Além de terem o objetivo principal de desenvolver o gosto pela leitura, as histórias contadas pela Storymax querem levar crianças e jovens à reflexão, ação e busca da transformação social. Para isso, todos os aplicativos trazem conteúdo extra sobre os autores e sobre o tema discutido e propõem atividades educativas. “A relação com a arte serve para olhar para ela e pensar sobre você e como lida com as pessoas e com o mundo. Serve para conhecer o passado, pensar o presente, imaginar o futuro e fazer algo em relação a isso”, afirma Samira. A ideia, segundo a jornalista, é que exista uma mediação no uso dos livros. “Por uma crença particular, não quero tirar o espaço do mediador, que pode ser um professor, o pai, o avô. Falamos de temas relevantes, que trazem reflexão. Precisa trocar. Gosto de deixar espaço para fazerem junto com a criança. Acredito que isso é muito importante”, diz Samira. As histórias já tiveram cem mil leitores no mundo até hoje, sendo que 40 mil deles estavam em ambientes escolares formais. O restante eram usuários independentes. Um terço deles lê o livro assim que faz o download, segundo Samira. Os títulos já foram baixados em todos os estados brasileiros e num total de 67 países, incluindo locais com extrema pobreza e zonas de conflito. “Temos leitores até no Paquistão”, conta Samira. O aplicativo tem uma parceria com um sistema de ensino – cujo nome não divulga – e que introduziu as histórias em escolas dos Estados Unidos. No Brasil, busca parcerias com outras instituições de ensino além do Sesi-PR, onde os aplicativos são usados em uma oficina optativa para os estudantes. “Comecei a receber vídeos dos alunos. Consegui ver o ciclo do produto. É maravilhoso ver que o que você criou e sonhou está acontecendo. É demais”, afirma Samira. Sobre o contato com a educação formal, a jornalista explica que a dificuldade é conseguir emplacar o uso de um dos livros em algum projeto-piloto nas escolas. “O Brasil tem sido muito desafiador. É um mercado sazonal. Tem que acertar o período certo para falar com pessoas”, diz. Além disso, segundo Samira, as escolas mantêm o uso de apostilas como algo muito enraizado. “Acontece muito de ouvirmos a questão de não ter tablets na escola. Falamos que os alunos têm smartphones. Falamos que gostam de usar e querem usar. O pior veneno é a apostila. Dizem que o aplicativo é legal, mas precisam usar apostila porque os pais cobram. Este é um ciclo bizarro da educação. Quero acreditar que isso vai mudar.” Parcerias Dois dos livros são vendidos nas lojas de aplicativos. “Frankie for Kids” sai por 16,90 e “Via Láctea” custa R$ 9,90. As outras histórias são gratuitas, assim como o aplicativo Storymax. Uma delas, “St. Ives”, é gratuita mas tem conteúdos pagos dentro. A publicação gratuita é possível por meio de parcerias com instituições privadas e pelo financiamento público, com uso de editais, e funciona como atrativo para que os usuários conheçam os livros e se disponham a comprar aqueles que são pagos. A empresa também contou com incentivos de programas de aceleração de startups dos quais participou, como o Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem
MEC e CGU ampliam ensino de educação cidadã nas escolas públicas brasileiras
Os ministérios da Educação e da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) lançaram uma parceria para expandir as ações do Programa de Educação Cidadã Um por Todos e Todos por Um – Pela Ética e Cidadania. A ação prevê disseminar, entre alunos do ensino fundamental (do primeiro ao nono ano), das escolas públicas, os temas ética e cidadania de forma permanente e com material didático específico e de qualidade. O ministro da Educação defendeu que, para construir uma sociedade justa e democrática, é preciso educar as crianças com uma base bem definida e estruturada, com acesso a conteúdos adequados a cada faixa etária. “A linguagem da Turma da Mônica é sempre uma linguagem acessível, atrativa para as crianças e sedutora”, disse, em referência ao material produzido pelo cartunista Maurício de Sousa, criador das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica e presente ao evento. “Nada melhor do que usar esse tipo de produção para que a gente possa sensibilizar e acessar os corações e as mentes dessas crianças do nosso país. Este projeto vai incentivar valorizar a ética e a cidadania por meio de uma linguagem didática, acessível. ” Com o projeto, serão elaborados novos conteúdos físicos e digitais para a ampliação do programa, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que conta com investimento de R$ 2,4 milhões e o apoio do Instituto Maurício de Sousa. O objetivo é disseminar os valores relativos à democracia, como participação social e responsabilidade cidadã, além de respeito à diversidade aos estudantes com idade entre 6 e 14 anos. O material produzido – que será acompanhado de um guia para professores – trabalha a questão da alfabetização, ao mesmo tempo em que explora temas de ética e cidadania. Essa primeira ação alcançará mais de 100 mil escolas e cerca de 1,5 milhão de alunos. Educação cidadã O criador da Turma da Mônica, Maurício de Sousa, destacou que a educação sempre esteve presente em sua carreira, de quase 60 anos, estimulando a leitura nos lares de todo o Brasil. “Com esta parceria, unimos forças para uma educação cidadã melhor no Brasil”, afirmou. “O projeto vai permitir que eu e meus roteiristas possamos aprender a criar boas histórias para as crianças baseadas na ética e na cidadania, mudando as vidas de todos nós. ” O ministro da Transparência, Wagner Rosário, ressaltou que o apoio do cartunista Maurício de Sousa tornará mais fácil atingir o objetivo do programa. “Com a Turma da Mônica, que reconhecidamente faz sucesso em relação às crianças, temos a certeza de que a mensagem que pretendemos levar vai chegar até o aluno de uma forma correta e proveitosa”, avaliou. Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC
IX Fórum de Bibliotecas Escolares de Santa Catarina
A Associação de Bibliotecários Catarinenses (ABC) realiza no dia 18 de abril o “IX Fórum de Bibliotecas Escolares: Desafios políticos, educacionais e culturais para as bibliotecas escolares“, em Florianópolis, Santa Catarina. O evento ocorre no Centro de Educação Continuada (CEC) no Centro da capital catarinense. Acompanhe o convite a seguir: Faça sua inscrição nesta página.
O que pensam os professores brasileiros sobre a tecnologia digital em sala de aula?
Iniciativa do movimento Todos Pela Educação, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Natura, Itaú BBA, Fundação Telefônica Vivo e Samsung. Confira os principais resultados e conheça a metodologia aqui.
7ª edição do relatório “De Olho nas Metas” já está disponível
O relatório “De Olho nas Metas” é uma publicação bienal que traz o monitoramento dos indicadores das cinco mtas estabelecidas pelo movimento em 2006: 1) Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; 2) Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; 3) Todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano; 4) Todo jovem de 19 anos com Ensino Médio concluído; 5) Investimento em Educação ampliado e bem gerido. O objetivo do relatório é mensurar e analisar a evolução de municípios, estados e da federação no que tange a acesso/atendimento, alfabetização, aprendizagem, fluxo escolar e investimento/gestão da educação pública brasileira. A sétima edição do “De Olho nas Metas” ainda conta com artigos inéditos e exclusivos sobre temas fundamentais para as políticas educacionais brasileiras como acesso, tecnologia, formação docente, protagonismo juvenil e financiamento. O Todos Pela Educação, fundado em 2006, é um movimento da sociedade civil brasileira que tem como missão contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens Educação Básica de qualidade. Apartidário e plural, congrega representantes de diferentes setores da sociedade, como gestores públicos, educadores, pais, alunos, pesquisadores, profissionais de imprensa, empresários e todas as pessoas ou organizações que são comprometidos com a garantia do direito a uma Educação de qualidade. Para baixar a publicação acesse esta página.
Política de Educação Conectada levará internet de alta velocidade a escolas públicas até 2024
Foi lançada a Política de Inovação Educação Conectada, programa que prevê a maior ação de conectividade na rede de ensino brasileira das últimas duas décadas. A nova política tem o objetivo de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala. Na fase de indução da ação, até o final de 2018, o Ministério de Educação (MEC) deve investir R$ 271 milhões. Desse montante, R$ 255,5 milhões serão para melhoria da infraestrutura e conexão das escolas, o que inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet de no mínimo 10 Mb a escolas da zona rural, locais em que a estrutura terrestre não é viável ou é dispendiosa. O satélite de monitoramento, orçado em R$ 120 milhões, a serem pagos com recursos do MEC, será contratado em parceria com o MCTIC. Os outros R$ 15,5 milhões da fase de indução irão financiar a formação de articuladores locais, construção de plataforma para cursos on-line e produção de conteúdos específicos. A intenção é que, até o final do próximo ano, 22,4 mil escolas, urbanas e rurais, recebam conexão de alta velocidade. O processo será concluído em todas as demais escolas públicas até 2024. Atualização O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares, lembra que o último grande plano de conectividade ofertado para o Brasil, o Proinfo, é de 1997. “Apesar de ainda estar em vigor, o Proinfo precisa de atualização”, ressalta. “Ele era muito focado em equipamentos e não cuidava de outras dimensões. Depois, surgiram políticas fragmentadas, ora pensando em conexão, ora em recursos. Pela primeira vez, estamos falando de todas as dimensões em conjunto e isso é muito importante para que a tecnologia possa realmente auxiliar a educação. A tecnologia tem que ter um fim pedagógico”, completa. A Política de Inovação Educação Conectada é resultado de uma articulação horizontal e colaborativa, que envolveu o MCTIC, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Comitê Gestor da Internet (CGI). O BNDES irá apoiar o financiamento da política e o CGI atuará no monitoramento da velocidade da internet a ser ofertada às escolas. Essa política reúne um conjunto de diretrizes nacionais que visa garantir a todos os estados e municípios, por meio da tecnologia, a implementação de ações inovadoras em sala de aula. Ela se articula com políticas públicas já existentes ou em fase de implementação, como o Plano Nacional de Educação (PNE), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma do ensino médio, ofertando recursos de alta qualidade e novas opções de aprendizado e ensino a estudantes e professores, independentemente da região onde residam. Também dentro da Política de Inovação Educação Conectada, está previsto um plano de formação continuada para professores e gestores com cursos específicos sobre práticas pedagógicas mediadas por tecnologia, cultura digital e outros recursos educacionais, como robótica. Paralelamente, serão preparados articuladores locais. Entre 2017 e 2018, o MEC vai oferecer bolsas de três meses para 6,2 mil articuladores que irão atuar, localmente, no processo de construção e implementação das ações na rede. Compartilhamento Outro eixo importante é a Plataforma Integrada de Recursos Educacionais Digitais, cujo portal foi desenvolvido com base no conceito de rede social e busca estimular a criação e compartilhamento de recursos digitais entre alunos e professores. Esta plataforma integrará os diversos materiais digitais educacionais já desenvolvidos pelo próprio MEC e por institutos e fundações parceiras, como Lemman, Roberto Marinho, Crescer, Inspirare, Telefônica, Natura e Educadigital, além da Associação Nacional das Fábricas de Instrumentos Musicais e Áudio (Anafima) e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. A adesão, já a partir desta quinta-feira, se dará pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Por meio do Simec, as secretarias de educação estaduais e municipais indicarão, a partir de critérios, as escolas que desejam compartilhar a nova política e que, posteriormente, deverão apresentar um plano de inovação e tecnologia na educação, conforme cronograma a ser lançado. O MEC vai auxiliar na formulação deste plano ao longo do próximo ano. Acesse a plataforma. Fonte: MEC