Biblioteca Municipal de Cabo Frio terá atividades no Dia de Monteiro Lobato
Nesta quarta-feira (18 de abril), a subsede da Biblioteca Municipal de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, vai receber atividades em comemoração ao Dia de Monteiro Lobato. Apresentações de esquetes e leitura dramatizada serão realizadas das 9h30 às 15h30, com a participação de alunos do curso de Teatro e TV promovido pelo espaço. O Dia de Monteiro Lobato também é conhecido como o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida para homenagear uma das maiores vozes da literatura infantil do Brasil. Monteiro Lobato foi um escritor brasileiro e uma de suas maiores obras de destaque na literatura infantil é “O Sítio do Picapau Amarelo”. Ele foi um dos primeiros autores do gênero conto no Brasil e em toda América Latina. Fonte: G1
Livros poderão ser trocados por boas ações e desafios em evento de Macapá
A 5ª edição do projeto “Feira 1010 maneiras de comprar um livro sem dinheiro” espera reunir mais de mil amantes da leitura no dia 5 de maio, em um shopping localizado na Zona Sul de Macapá. Quem quiser levar algum dos produtos ofertados vai ter que fazer uma boa ação ou atender um desafio. O projeto é realizado nacionalmente e, no Amapá, é organizado pela ONG Núcleo de Ex-Achievers (Nexa), que leva educação empreendedora a jovens. De acordo com o gerente-geral da entidade, Willian Amorim, o objetivo é incentivar o hábito da leitura. “Nas edições anteriores ficou evidente a necessidade da juventude de eventos que fomentem a leitura. Temos uma abertura muito grande para essa questão, tanto que somos cobrados pelo próprio público a realizar mais de uma edição da feira ao ano”, disse. Para a realização do evento, a Nexa ainda organiza a campanha doações de livros. Os postos de arrecadação são: Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na Zona Norte; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Centro; e Biblioteca Central da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Zona Sul. “A leitura é uma arte nobre, e pouco explorada no estado, e toda a base do conhecimento surge a parti dela. Eventos como esse têm esse intuito. Oferecemos diversos exemplares do mais variados gêneros para instigar essa cultura nas pessoas”, finalizou Amorim. Serviço Feira 1010 maneiras de comprar um livro sem dinheiro Data: 5 de maio Horário: 10h até 18h Local: Amapá Garden Shopping (Rodovia JK) Postos de doação de livros: Detran (Zona Norte), Sebrae (Centro) e Biblioteca Central da Unifap (Zona Sul) Fonte: G1
UFSC realiza I Encontro Nacional de Portais de Periódicos
De 2 a 4 de maio de 2018, ocorrerá em Florianópolis, o VI Ciclo de Debates Periódicos UFSC, que abarcará também o “I Encontro Nacional de Portais de Periódicos”, com o objetivo de proporcionar aos participantes o acesso as principais inovações em torno do gerenciamento de periódicos científicos e portais de periódicos, sobretudo a troca de experiência entre editores, docentes, bibliotecários, pesquisadores e demais interessados. Promovido pela Biblioteca Universitária da UFSC, em parceria com com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFSC e o Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação da UDESC, com o apoio dos Portais de Periódicos da FURB e UFG e Biblioteca Universitária da UFPR, o evento abordará a temática “Gestão Editorial: tendências e boas práticas”. A temática foi construída com base no resultado das avaliações aplicadas aos participantes dos Ciclos realizados em 2015 e 2017, que mostraram o interesse em uma programação voltada a aspectos práticos da gestão editorial, com ênfase em desafios da área da comunicação científica que necessitam de orientação de especialistas. Desse modo, a programação busca atender a um público alvo envolvido com essas questões e já fiel a eventos realizados anteriormente, ampliando a abrangência para além da região sul, com interesse nacional. O evento é gratuito e aberto ao público, com expectativa de 200 participantes. Os palestrantes previstos para a participação do evento estão vinculados a instituições públicas e privadas e apresentarão conhecimentos e informações que são frutos de suas pesquisas ou atuações profissionais. Com a realização de oficinas, os ministrantes poderão contribuir de forma prática à formação de gestores de periódicos científicos no âmbito da execução de tarefas relacionadas a gestão editorial como um todo. O impacto do VI Ciclo tem ênfase na qualificação de periódicos científicos e a prestação de serviços em Portais de Periódicos para as equipes editoriais, coadunando para o desenvolvimento da melhoria da qualidade e sustentabilidade dos periódicos, bem como a implementação e institucionalização de novos serviços por meio dos Portais, a criação de parcerias entre docentes e indexadores internacionais, melhorando a visibilidade da produção científica do país, favorecendo a discussão sobre o Acesso Aberto, fomentando a colaboração entre redes de pesquisadores, possibilitando novas descobertas e evidenciando um impacto no desenvolvimento social, científico e econômico. O evento terá ainda exposição de trabalhos, homenagens as pessoas que fizeram parte da história dos 10 anos do Portal de Periódicos UFSC e dos periódicos científicos que celebram aniversários. Para mais informações, acesse este endereço.
7ª Paraliteratura: Feira de Incentivo à Leitura de Pará de Minas
A 7ª Paraliteratura: Feira de Incentivo à Leitura de Pará de Minas está de volta ao calendário de eventos da cidade em 2017. A edição deste ano está agendada para os dias 12 a 14 de abril. A Praça Torquato de Almeida será o palco principal do evento que tem como subtema “Somos uma só espécie e muitas culturas”. A programação traz bate-papo com escritores, contação de histórias, apresentações artísticas, lançamento de livros e muito outras atrações culturais gratuitas. Quem passar pela feira também poderá adquirir livros a preços populares. Para ver a programação acesse aqui.
Cemig realiza workshop sobre gestão da informação na área de energia elétrica
Gestão da Informação para Fomentar a Sustentabilidade da Carteira de Geração de Energia Elétrica Através do Aumento da Participação das Fontes Alternativas Renováveis de Energia na Matriz Energética da Cemig e do Estado de Minas Gerais A Cemig, através da Superintendência de Tecnologia, Inovação e Eficiência Energética, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e o programa de P&D ANEEL, convida-os para o Workshop de Encerramento do P&D GT553 – Gestão da Informação para fomentar a sustentabilidade da carteira de geração de energia elétrica através do aumento da participação das fontes alternativas renováveis de energia na matriz energética da CEMIG e do Estado de Minas Gerais. O problema referente à ampliação de geração de eletricidade é a motivação dessa pesquisa. Inclui a utilização de conceitos e técnicas da gestão da informação para subsidiar o processo decisório para novos empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fontes alternativas. A pesquisa inclui o mapeamento de fontes, análise econômica de empreendimentos, levantamento de fontes externas e internas de informação, entrevistas com gestores e especialistas, identificando parâmetros tangíveis e intangíveis e implementados em um modelo de decisão. Programação 14h00 Abertura Dr. Cláudio Homero, Gerente do Projeto (CEMIG) 14h20 Fontes Alternativas e Modelagem Econômica Dr. Francisco Baracho (UFOP) 14h40 Ciência da Informação Aplicada ao Setor Elétrico MSc. Rogério Bonatti (UFMG) 15h00 Implementação do Sistema MSc. Luiz Ferreira (UFMG) 15h20 Organização da Produção de Conhecimento MSc. Lívia Marangon (UFMG) 15h40 Intervalo 16h00 P&D GT0553 – Resultados Dra. Renata Baracho, Coordenadora do Projeto (UFMG) 16h30 Discussão 16h45 Considerações Finais e Encerramento Dra. Renata Baracho (UFMG) Dr. Cláudio Homero (CEMIG) O evento ocorre dia 19 de abril, das 14h às 17h, no edifício-sede da Cemig, localizado à Av. Barbacena, 1200, no Bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte (MG). Os interessados deverão se inscrever até o dia 17 de abril, com Elizeth Nunes, através dos e-mails: zeth@cemig.com.br e chomero@cemig.com.br.
Conheça o Castelo de Luz, a melhor biblioteca do mundo de 2018
A Biblioteca Nacional da Letônia foi eleita a melhor do mundo de 2018. O título foi concedido pela Feira do Livro de Londres (London Book Fair, no original em inglês), um dos eventos mais importantes da área, e a associação de editores do Reino Unido em cerimônia na noite desta terça-feira (10). A Biblioteca São Paulo (BSP), construída no terreno onde ficava o Complexo Penitenciário do Carandiru, palco do massacre em que morreram 111 presos, em 1992, ficou entre as melhores do mundo, mas não levou a medalha de ouro. A biblioteca monumental fica no centro histórico da capital Riga e foi projetada em 2014 pelo arquiteto letão naturalizado norte-americano Gunars Birkerts (1925-2017), bastante conhecido por seus projetos modernistas em Michigan. Na concepção do espaço, o arquiteto aplicou diversas referências do folclore da Letônia, e apelidou o edifício de Castelo de Luz, que à noite se destaca na paisagem com suas luzes interiores. À época, a obra foi vista como um enfrentamento à arquitetura pública soviética, que dominou a história recente do país, com um edifício contemporâneo, apesar de manter o caráter monumental. Foi concebida inicialmente em 1988, mas só saiu do papel anos depois, em 2014, quanto os habitantes também criaram um movimento para proteger os livros antigos e levá-los para as novas bibliotecas. A ação envolveu 14 mil pessoas, que criaram uma corrente humana de 2 quilômetros de comprimento, para proteger alguns exemplares da literatura nacional do país. A biblioteca tem 4,5 milhões de livros, o que inclui exemplares raros. Por isso é a coluna vertebral de todo o sistema público de bibliotecas da Letônia, auxiliando atividades escolares, pesquisas universitárias e consultas do parlamento, além de desenvolver padrões nacionais para o setor. Fonte: Gazeta do Povo
2ª Virada Cultural celebra 60 anos da Biblioteca Monteiro Lobato, em São Bernardo
A Biblioteca Monteiro Lobato, localizada à Rua Dr. Flaquer, 26, no Centro de São Bernardo, completa 60 anos neste sábado (14 de abril) com a segunda edição da Virada Cultural, com início às 16h. Com o tema “Biblioteca de todo mundo”, que privilegia a união entre os povos, serão 24 horas de muita celebração com apresentações musicais, saraus, exibição de filmes, café da manhã temático, danças típicas e mesa redonda. Tudo termina às 16h do domingo (15 de maio). “Conhecer nossa história é fundamental para compreendermos o presente e abraçarmos nosso futuro. A trajetória da Biblioteca Monteiro Lobato se mistura com uma parte importante da história de São Bernardo, quando a cidade se tornou palco do desenvolvimento econômico com a inauguração da Via Anchieta e a vinda das grandes montadoras e empresas do setor moveleiro. E para acompanhar essa nova realidade, era preciso a ampliação das oportunidades de acesso à cultura para a população”, afirmou o prefeito Orlando Morando. Fundada em 1958, a Biblioteca Monteiro Lobato começou sua trajetória em uma salinha que, em seu primeiro ano, recebeu cerca de 5.800 usuários. Mas os primeiros movimentos começaram em 1946 pela iniciativa da professora, artista e escritora Odette Tavares Bellinghausen. Por meio da Associação Feminina Beneficente Bartira, da qual era presidente, ela passou a promover campanhas para a arrecadação de livros para a formação de uma biblioteca. Seis anos mais tarde, foi sancionado pelo então prefeito Lauro Gomes de Almeida (1952-1955) o projeto de lei que criava a biblioteca pública em São Bernardo. A primeira unidade deu início a uma Rede de Bibliotecas Públicas da cidade, que hoje administra seis bibliotecas, uma biblioteca de arte, uma gibiteca e um espaço troca-livros. Há ainda duas salas de leitura (no Parque São Bernardo e no Jardim Silvina), uma Midiateca no Centro de Audiovisual (CAV), além de contar com dois Espaços Braille (na própria Monteiro Lobato e na Biblioteca Malba Tahan, no Rudge Ramos). A frequência anual da rede é de cerca 344 mil usuários e conta com acervo total de 223.852 publicações. Só a Biblioteca Monteiro Lobato possui mais de 50 mil publicações. O secretário de Cultura, Adalberto Guazzelli, fez questão de destacar a importância do espaço. Não apenas na história da cidade, mas na sua vida. “A Biblioteca Monteiro Lobato nasceu da movimentação dos moradores da cidade. Fez parte da infância de muita gente, inclusive da minha, numa época em que não existia internet e que a biblioteca era uma das únicas fontes de acesso à informação e pesquisa”, disse. Recentemente a Biblioteca Monteiro Lobato passou por obras de ampliação e modernização executadas pela Fundação Toyota. O espaço ganhou um auditório onde há uma importante programação cultural, com música, teatro, cinema, saraus, exposições, indo muito além do livro. Também foi implantado Wi-Fi gratuito e horário diferenciado, funcionando inclusive aos domingos, de forma a garantir o acesso da população. Veja a programação completa neste endereço. Fonte: ABC do ABC
IX Fórum de Bibliotecas Escolares de Santa Catarina
A Associação de Bibliotecários Catarinenses (ABC) realiza no dia 18 de abril o “IX Fórum de Bibliotecas Escolares: Desafios políticos, educacionais e culturais para as bibliotecas escolares“, em Florianópolis, Santa Catarina. O evento ocorre no Centro de Educação Continuada (CEC) no Centro da capital catarinense. Acompanhe o convite a seguir: Faça sua inscrição nesta página.
UFSCar realiza VI Encontro Regional de Gestão do Conhecimento
O VI Encontro Regional de Gestão do Conhecimento (VI ERGC) tem o objetivo de discutir as interfaces entre a Gestão do Conhecimento e áreas correlatas tais como Inovação, Gestão da Informação e Inteligência Competitiva, proporcionando o intercâmbio e a troca de informações e experiências entre a comunidade acadêmica e a população local, regional ou nacional. Em 2018, o VI ERGC pretende discutir os desafios e perspectivas da Gestão do Conhecimento e da Inteligência Competitiva por meio de palestras pertinentes e relevantes e a exposição de pôsteres acadêmico-científicos sobre o assunto. O evento acontecerá no dia 05 de junho no Anfiteatro Bento Prado Júnior, UFSCar, São Carlos/SP e é aberto aos setores acadêmico, empresarial e governamental. As vagas são limitadas! Os Encontros Regionais de Gestão do Conhecimento acontecem anualmente na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), são organizados pelo Núcleo de Informação em Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (NICTIS), têm apoio da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), parceria com os Programas de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) e em Ciência da Informação (PPGCI). Para saber mais, acesse o site oficial do evento.
Uma biblioteca que muda sua comunidade
A alfabetização na idade certa é indispensável para uma vida plena e integrada à cultura do escrito. Mas esse direito nem sempre é garantido no Brasil. De acordo com a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2016, na Educação Pública, 55% dos alunos com 8 anos não conseguem ler suficientemente. Para promover o aprendizado na hora certa, a estratégia 33 da meta 7 do Plano Nacional de Educação (PNE) visa formar novos leitores. Mas o caminho a ser percorrido é longo, pois ler como hábito ainda é um desafio. De acordo com a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016), 44% dos brasileiros não leem e 30% nunca compraram um livro. Entre a população das classes D e E, os não-leitores são 60% (considerando leitor quem leu inteiro ou em parte um livro nos últimos 3 meses). Como um mergulho em um mundo de narrativas, a leitura aperfeiçoa desde o senso crítico sobre si mesmo e representações do mundo, como também impacta no desempenho escolar. Nesse sentido, uma biblioteca pode fazer uma grande diferença. Como fez na vida dos filhos de Glaucimar Soares de Assis – Iarley (11), Ana Íris (9) e Mirela (4). Todos eles moram na comunidade carioca Chácara do Céu, na Tijuca; e fazem parte da primeira leva de frequentantes da Biblioteca Comunitária que leva o nome da escritora negra Carolina Maria de Jesus, ela mesma um marco no acesso à literatura. Para a Glaucimar, a convivência dos filhos com os livros foi uma virada de página, pois as crianças penetraram em um universo novo. “Ana Íris já tinha passado por duas escolas diferentes e não tinha sido alfabetizada. Depois que passou a frequentar o espaço, a leitura se desenvolveu, os estudos e as notas melhoraram”, afirma. No meio da noite tinha uma biblioteca A ideia da biblioteca comunitária Carolina Maria de Jesus partiu da geógrafa e moradora da favela, Ana Beatriz Cunha. Ela integrou a equipe de projetos sociais na criação da Associação de Moradores do local e, junto da historiadora Lili Rose, passou a arrecadar os materiais para a abertura do espaço. O nome do lugar já mostra ao que a biblioteca veio. Victor Figueiredo Cunha, que trabalha com as mídias sociais e na administração do espaço, explica que Carolina é uma inspiração para os moradores da comunidade. “Ela foi uma pessoa pobre, que passou por muitos problemas que as pessoas da Chácara do Céu enfrentam; mas que, mesmo assim, teve uma obra literária publicada em vários países”, explica. O principal desafio no começo do projeto foi ganhar a confiança dos moradores. Para isso, a estratégia foi engajar as pessoas via Facebook, conta Victor. “As postagens serviram e ainda servem para ganharmos credibilidade, que é o mais difícil. As pessoas de fora geralmente veem com mais esperança, mas quem está aqui já viu tanta coisa dar errado que fica desconfiado.” A rotina das crianças está entre as maiores preocupações dos pais e dos organizadores. Antes da iniciativa, explica Glaucimar, faltavam atividades para os pequenos durante a noite. Tomando conhecimento disso, os responsáveis pelo espaço decidiram abrir às 19h30 de terça e quinta-feira. “O horário foi importante porque as crianças que ficam até tarde fora de casa não ficam mais na rua. Agora elas vêm para biblioteca”, explica Victor. Glaucimar experimenta essa mudança com Iarley. “Toda terça e quinta, quando ele chega da escola, sabe para onde ir. E isso não foi apenas com ele, mas com várias crianças”. Muitas crianças frequentam as três escolas em torno da comunidade, mas, mesmo assim, chegam à biblioteca sem saber ler. Por isso, o espaço tem como filosofia contribuir com a relação entre pais e gestores escolares. “Fazemos reuniões com pais para reivindicarmos bibliotecas nas escolas. Aqui, nós podemos facilitar esse diálogo”, explica. Mobilização para transformar vidas A missão da biblioteca não é ser apenas um paliativo, pontua Victor. “Estamos aqui para transformar vidas e, para isso, precisamos ser efetivos em trazer as crianças para dentro da biblioteca.” Um dos passos nessa direção é que os pais também incorporem a leitura como valor. No que depender de Glaucimar, a biblioteca será um sucesso. Ela tenta convencer seus vizinhos comentando, sempre que possível, sobre a importância do espaço e falando do exemplo da sua filha. “Eu não fui incentivada, mas acabei aprendendo a ler porque estudei até a 1ª série do Ensino Médio”, explica. “Os pais que não sabem ler precisam estimular os filhos também, pois os que não foram alfabetizados sabem o quanto isso é importante para a vida. É justamente por isso que os responsáveis têm que incentivar. Eles precisam pensar que ‘eu não sei ler, mas quero que meus filhos tenham incentivo e saibam sim’”, afirma. Para contribuição com a biblioteca com doações, basta entrar em contato com a biblioteca pela página no Facebook. Fonte: Estadão